terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Pegadas e Espelho Guia


O sentido natural no desenvolvimento de uma criança é a observação, a atenção concentrada em analisar o comportamento dos adultos que estão próximos. Através desta observação se inicia um processo de memorização, identificação, interiorização, fixação de tudo neste ambiente diferente do útero materno.
Muitos ficam admirados quando uma criança é questionada seu futuro, para saber o que ela pretende ser quando se tornar adulta, e esta responde – “Vou ser igual a meu pai (mãe) ”.  Pois no período de formação e desenvolvimento a identificação com algo ou alguém se torna importante e os pais estando presente, acompanhando suas fases.
A criança por sua vez também internaliza o esforço, a dedicação e o trabalho dos pais por serem éticos, querendo proporcionar informações das quais serão uteis na formação psicológica da criança.  Quanto mais informações, mais dialogo, mais presença, demonstração de carinho e afeto, maior o poder de liberdade da criança em querer conhecer o mundo e fazer parte dele.
Neste interim, com certeza, os pais é que assumem a total responsabilidade de formar o intelecto deste novo indivíduo.  Isto não quer dizer que o papel da mãe ou do pai sejam distintos, um mais importante que o outro. Não, pelo contrário, ambos têm responsabilidade iguais, onde irão proporcionar o equilíbrio emocional à criança e uma evolução harmoniosa; cada qual com sua posição "Pai e Mãe", porém com informações de diferentes personalidades. 
A criança estuda estas personalidades e ambientes, porque para ela, eles ainda não são seus pais, tanto que, para falar papai e mamãe a criança estudou o ambiente que estava sendo apresentado e quando ela diz estas palavras aos pais, é com uma afirmação segura.
Como a criança já sabe que a mãe vai estar sempre presente (por estar com ela todos os dias), ela acredita que não precisa sentir falta, já o pai, que sai pela manhã e retorna no fim da tarde, este sentimento já sofre uma alteração.  A criança começa a lidar, ter os primeiros contatos, do que podemos dizer “dor”, “sentimentos”; com a ausência, saudade, perda; por que na mente da criança, aquele período em que esteve sem o pai, foi um sofrimento, e quando ela o avista chegar em casa se alegra imensamente.
Elas sentem a ausência de alguém, ao qual está acostumado a ver, logo se questionam – A fase do “Por quê? ”.  Inicio dos questionamentos às mães.  Neste momento a arma da informação esta nas mãos daqueles que tem o controle e podem fazer com que o convívio entre a família seja bom ou ruim. 
Os pais têm a obrigação e o dever de educar e formar seus filhos de modo a terem possibilidade de obterem autodomina de si mesmos para poderem ter opções de escolha em situações futuras.  Os pais devem procurar mostrar a verdade do mundo que se apresenta e oferecer informações sobre tudo e todos que fazem parte da vida daquela criança, assim ela poderá ter uma consciência segura do seu próprio espaço e do espaço alheio.
A criança só poderá observar valores morais ou éticos se presenciou estas ações por pessoas próximas a ela.  Não adianta dizer a um adolescente o que é certo ou errado se este adolescente não presenciou convivências equilibradas e seguras para o bom funcionamento moral.  Ele não dará ouvidos a pessoas que não estão ligados a ele, pois em seu período de crescimento ninguém lhe ensinou normas de boa conduta.
Observando o comportamento dos pais atuais, não se sabe onde foi parar esta responsabilidade que leva seus filhos ao pleno desenvolvimento.  Culpa da evolução? Quem sabe.  Culpa do comportamento das crianças na escola ou no parque de recreação?  Crianças até os sete anos não podem ser responsabilizadas por terem recebido informações inadequadas para seu desenvolvimento. Elas recriam aquilo que presenciam, enquadrando, as vezes, o quadros em posições diferentes do que seria a forma correta. 
A sociedade não deveria dizer como os pais devem criar seus filhos, ate porque ela não proporciona condições para que estas tenham boa educação (Estatuto do menor e do Adolescente) e consigam se tornar bons cidadãos.  Contudo, se cada pai e mãe internalizassem o nível de responsabilidade que é formar e educar uma criança, por certo, nenhum deles estariam preocupados com o convívio de seus filhos com os coleguinhas de classe ou parque.
A visão de futuro da criança vai depender da forma como os relacionamentos são construídos dentro do ambiente familiar.  Frente as mudanças de comportamentos das novas gerações, novas diretrizes juvenis são criadas com a finalidade de dar ao indivíduo uma “ilusão de proteção”.  Esta lei que protege o menor, se for analisada verdadeiramente, é uma arma oferecida por quem tem o poder, para dizer para aquele jovem, que eles se preocupam com ele e seus pais não.
“Novas mentiras”.  O que querem incutir na mente dessa nova geração é o “aqui e agora”, não há futuro “só o presente”, “Eu sou dono de mim e posso qualquer coisa”..., neste contexto, não existe informação passada, uma bagagem original que possa ser maior que estes pensamentos, que eles acreditam ser verdade
Por todos estes motivos, é primordial que uma criança se desenvolva dentro de um lar; onde tenha pessoas com papeis definidos, que possam direcioná-los objetivamente, fazendo-os sentir cada fase de seu desenvolvimento, só assim poderão ter base para formar sua própria família e representar seu papel como cidadão.
A evolução esta mostrando novas formas de convívio familiar, onde muitas mulheres criam o desejo de se tornarem mães sem terem um relacionamento, casais do mesmo sexo querendo adotar crianças para satisfazer uma necessidade própria.  Pode funcionar se estes, as mulheres que não querem um relacionamento e o casal, tenham nitidamente a definição correta de educação, amor, transferência de valores e dedicação constante. Não apenas –“eu quero”.  Seria muito egoísmo para com a criança.  Não existe posicionamento contra ou a favor, o que deve existir é lealdade ao respeito ao ser humano.
É certo?  Quem sabe.  Realmente os valores mudaram muito. Os juízes da vara infantil não conseguem pesar em mais nada que não seja “proporcionar um lar que tenha condições de boa educação e desenvolvimento” indiferente se os casais são do mesmo sexo ou não.
Logicamente, dentro deste novo padrão, a psicologia observa através outros ângulos o comportamento familiar, salientando que o que vale é o amor e as condições econômicas que estes podem proporcionar a criança.  “Oferecer muito eleva o ego, já o pouco, gera o desejo de lutar por mais”.  “Só posso entender o suor, quando gasto energia para senti-lo”.
Nesta suspeita evolução, deve-se prestar atenção para a criação de filhos sem pais.  Com a criação dos bancos de espermas, grandes quantidades de mulheres optam por engravidarem desta forma, sem ter contato algum com o doador.  Lembrem-se, a mente infantil é formada a partir da observação.
Qual a primeira pergunta que ela fará quando estiver na escola?  Porque isso...porque aquilo?  Fulano tem pai, eu não? Como explicar a uma criança que você não conseguiu ter um relacionamento amoroso com alguém, mas quis ser mãe solteira?  Se você está psicologicamente e emocionalmente em equilíbrio com os pilares da vida, saberá responder sem hesitar
Chegando neste ponto, como fica a avaliação dos psicólogos? Como fazer este ser entender as formas do amor, se nem foi gerado através dele?  Ah, eu não disse nada para meu filho afim de protege-lo. – Que proteção é essa que induz um ser a mentir?  Como posso mostrar uma boa conduta, se eu mesmo minto?  Como terei o respeito do meu filho, se início sua vida com mentiras?  Por isto, ser sábio é melhor do que ser inteligente.  Estava sendo inteligente quando menti, mas não fui sábio, pois mostrei que não posso ser espelho para meu filho.
Através da mídia, pode-se acompanhar vários jovens indo ao suicídio.  Este é um fim trágico para um ser humano que deveria viver e ser feliz.  A dor interior deve ser tão grande, a falta de direção deve deixá-los estáticos sem ter para onde correr ou a quem recorrer, mas infelizmente esta é uma nova realidade de encarar a vida.  Estes jovens crescem achando que podem tudo, mas não sabem que a vida tem limites e que a mente humana é frágil quando não existe sustentação emocional suficiente que ajude a lidar com os obstáculos. 
A vida pede para que sejamos sensíveis a nossa própria criação, ao amor, carinho, afeto, respeito, bondade, pois só assim se pode mostrar a alguém que os queremos de verdade... sendo sensíveis à vida! “Ter fé é acreditar, pois não se sabe quando um milagre irá acontecer! ”...”Se não tenho fé em algo, como sustentar meu espírito?  Assim como o corpo precisa de alimento “ A Bíblia”, nosso espírito precisa de sustentação.  Esta sustentação deveria ter sido passada pelos pais desde o nascimento da criança.
Sabe-se que para o homem existem varias formas de demonstração de amor, mas seria importante o homem não esquecer de que, cada ser que nasce tem o direito de ser livre, de ter suas origens definidas e resolvidas, para que o ajude a se tornar um ser de equilíbrio, de alguém que sabe lutar por aquilo que deseja, de alguém que sabe perder; quando for o caso, ser seguro de si mesmo, ter posicionamento firme, pois quanto mais indagações e duvidas possa existir sobre si ou sobre seu meio, são aberturas para possíveis caminhos e decisões errôneas que terá ao longo da vida. 
Como lidar com estes caminhos, se não tenho um espelho dos passos para seguir?  É difícil viver uma vida sem mirar um espelho.  A missão do espelho é mostrar a realidade e a dos passos é servir de guia.  Deixe suas pegadas para alguém seguir ou seja o espelho que alguém possa mirar e querer ser semelhante.